segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Visão Crítica da função da Internet

       
Data: 23/10/2013
Assunto da Aula de hoje: Visão crítica da função da Internet.

      A internet é um instrumento que utilizado para tráfego de informações, dados e etc, através dela nos comunicamos através de redes sociais, efetuamos compras em sites de vendas e-commerce, por meio dela temos acesso a informação através de leituras feitas em sites de pesquisa e muito mais, o que muitos não sabem é apesar de termos o direito a privacidade esse direito muitas vezes não nos é respeitado por empresas, governo ou até mesmo usuários da própria internet, ao mesmo tempo em que temos acesso ao mundo virtual tão maravilhoso e tão extenso, temos que ter o consciência que as informações que postamos ou até mesmo acessamos na internet está sendo utilizada ou espionada por alguém em algum lugar, isso se torna um risco a sociedade que muitas vezes não tem conhecimentos de que o que posta fere os direitos de quem está postando os dados, ou até mesmo que o que posta, como por exemplo fotos, pode ser utilizado de forma indevida, como postar uma foto sua se passando por você em um site de relacionamento ou site pornográfico.
         Apesar de termos o direito a privacidade a internet é ilimitada e isso dificulta identificar o infrator. Segundo o texto “Ética e Computação”, a Constituição Brasileira nos garante o direito de privacidade, Inciso X, artigo 5º, da Constituição Brasileira – “São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação” – ou seja temos o direito a privacidade, porém nem sempre esse direito nos é respeitado. Outro parágrafo do texto que me chama a atenção é: “Na internet e no celular, mensagens com imagens e comentários depreciativos se alastram rapidamente e tornam o bullying ainda mais perverso. Como o espaço virtual é ilimitado, o poder de agressão se amplia e a vítima se sente acuada mesmo fora da escola. E o que é pior: muitas vezes, ela não sabe de quem se defender”, vejo muitas vezes nas ruas pessoas tirando fotos pelas ruas e postam em redes sociais e no facebook às vezes você lê as indiretas que sempre são lançadas a alguém e a pessoa que lê sabe se a ofensa se refere a ela ou não, pois muitas de nossas conversas particulares são postadas no facebook e a pessoa que posta nem sempre sabe o mau que esta causando, ou até mesmo sabe e não se importa nem um pouco com o mau está causando a pessoa a que feriu o seu direito. Eu particularmente uso o facebook e por muitas vezes já pensei sim em postar algo que penso a respeito de uma pessoa, porém o pensar duas vezes antes de cometer o erro sempre no ajuda a tomarmos a decisão correta, pois somos seres racionais e o que pensamos sobre as pessoas deve ser dito face a face, é as pessoas que falam demais tem de estar sempre pronta para ouvir independente de gostar ou não da opinião que as pessoas tem sobre elas isso é maturidade e resolver as coisas de uma forma na qual você não se exponha e não exponha os outros. 
   Temos como recurso alguns aplicativos que nos ajudam a manter o nosso direito de privacidade, como mostra o texto “Segurança e Internet”, softwares como TOR usado para manipular o IP da máquina e navegar de forma segura pela internet, HTTPS EVERYWHERE, é uma extensão para Firefox e Chrome, oferece navegação segura, direciona o navegador para conexões encriptadas do site que está acessando, temos também o PGP sistema de criptografia que protege e-mails, arquivos em disco rígido ou na nuvem ou computadores inteiros, temos o COLLUSION, que permite descobrir sites que estão rastreando sua navegação sem sua autorização, temos o DUCKDUCKGO site de pesquisa alternativo que permite pesquisas anônimas e por fim sita também o DIASPORA, alternativa ao facebook que busca proteger os dados pessoais de seus usuários.
      Um profissional de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) tem responsabilidades que são citadas no texto “Ética e Computação”, essas responsabilidades contribuem muito para o direito a privacidade e também o direito aos dados de empresas ou até mesmo pessoas físicas, o que infelizmente acontece é que as empresam usam deste conhecimento que o TIC tem para coletar dados de pessoas físicas sobre o com o que gastam, quanto ganham e o que consomem que pode lhes ajudar quanto ao oferecimento de produtos, esta também é uma forma de invadir o direito de privacidade do outro e que infelizmente o TIC se sujeita para não perder o emprego, o que nós como consumidores nesta situação devemos fazer é mover uma ação contra estas empresas para adquirirmos nosso direito não só de privacidade mais também o direito de paz, pois a partir do momento em que nos contatam para oferecimento de produtos estão perturbando nossa paz, o que também é nosso por direito.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Modernidade Líquida por Zygmunt Bauman

Data: 30/10/2013
Assunto da aula de hoje: Modernidade Líquida.


O sociólogo polonês radicado na Inglaterra Zygmunt Bauman(1925), é um dos intelectuais mais respeitados e produtivos da atualidade. Aos 84 anos, escreveu mais de 50 livros. Dois dos mais recentes, “Vida a crédito” e “Capitalismo Parasitário” chegam ao Brasil pela Zahar.

Segundo Bauman, modernidade nos traz a intuição e relação com uma visão de mundo moderno, onde o mundo vem tentando mostrar uma visão mais ampla desde a época da Revolução Industrial. O que mudou de verdade foi a chamada modernidade sólida, que deixa de existir para que a modernidade líquida tome seu lugar, sendo uma sucessora que tem mudanças constantes, onde as relações humanas não são mais tão  concretas e a vida em sociedade, em geral, perde consistência e estabilidade. Apesar de ser confundido como um pós-modernista, sua obra é, completamente crítica aquilo que chama de pós-modernidade. O autor chega ao ponto de ser rígido com isso, afirmando:
          “Uma das razões pelas quais passei a falar em “modernidade líquida” em vez de “pós-modernidade” (meus trabalhos mais recentes evitam esse termo) é que fiquei cansado de tentar esclarecer uma confusão semântica que não distingue sociologia pós-moderna de sociologia da pós-modernidade, entre “pós-modernismo” e “pós-modernidade”. No meu vocabulário, “pós-modernidade” significa uma sociedade (ou, se se prefere, um tipo de condição humana), enquanto que “pós-modernismo” se refere a uma visão de mundo que pode surgir, mas não necessariamente, da condição pós-moderna.             Procurei sempre enfatizar que, do mesmo modo que ser um ornitólogo não significa ser um pássaro, ser um sociólogo da pós-modernidade não significa ser um pós-modernista, o que definitivamente não sou. Ser um pós-modernista significa ter uma ideologia, uma percepção do mundo, uma determinada hierarquia de valores que, entre outras coisas, descarta a idéia de um tipo de regulamentação normativa da comunidade humana e assume que todos os tipos de vida humana se equivalem, que todas as sociedades são igualmente boas ou más; enfim, uma ideologia que se recusa a fazer julgamentos e a debater seriamente questões relativas a modos de vida viciosos e virtuosos, pois, no limite, acredita que não há nada a ser debatido. Isso é pós-modernismo.”
   Vários conceitos foram estabelecidos para que seja identificado uma sociedade líquida, como emancipação(liberdade); Individualidade; Tempo/Espaço e Trabalho. 
     Dentre esses conceitos podemos citar um que seria o individualismo, que é aonde as pessoas em si, procuram de uma forma ou outra viver "sozinho" apesar de se tratando de uma sociedade, é quase impossível, porque existem vários fatores que pode ou não se tornar um individuo liberto de suas necessidades e obrigações.
       

         Isso faz com que também passe a existir uma separação entre liberdade criada pelas leis e a liberdade real, ocasionando uma diferenciação entre a autonomia de jure, liberdade jurídico-institucional, e a autonomia de fato, uma liberdade real. O individuo atinge sua autonomia de jure, porém essa não é transformada em autonomia de fato.

Neste site da Revista ISTOÉ, foi feito uma entrevista com ele sobre essa modernidade: